Bem-vindos ao Líbano!



O Líbano é um pequeno país localizado na Ásia Ocidental. Com um território de 10.452 km², a capital e principal cidade do país é Beirute. O território libanês é rodeado pela Síria ao norte e a leste, e ao sul faz fronteira com a Palestina; a oeste, é banhado pelo mar Mediterrâneo. A língua oficial é o árabe. Uma grande variedade de grupos étnicos e religiosos vive no Líbano, cada um preservando suas próprias tradições. Os muçulmanos constituem 60% da população, sendo que cristãos perfazem 39%. A moeda local é a libra libanesa.

O Líbano é o lar histórico dos fenícios, negociantes semitas cuja cultura marítima floresceu há mais de 2000 anos (entre 2700 e 450 a.C). Nos séculos posteriores, as montanhas do Líbano serviram de refúgio para cristãos, e os cavaleiros das Cruzadas estabeleceram ali várias fortalezas. Após o colapso do Império Otomano na Primeira Guerra Mundial, a Liga das Nações determinou que as cinco províncias que compõem o atual Líbano fossem administradas pela França. A moderna constituição do Líbano, elaborada em 1926, especificou um equilíbrio do poder político entre os diversos grupos religiosos. O país ganhou a independência em 1943, e as tropas francesas se retiraram em 1946.


Pontos turísticos


Baalbak | بعلبك

Antiga cidade fenícia, localizada no vale do Beca, tornou-se colônia romana sob o imperador Augusto (r. 27 a.C.–14 d.C.). A acrópole da cidade conserva importantes vestígios romanos. As gigantescas ruínas de Baalbak se encontram em meio à planície de Beca, entre as cordilheiras do Líbano e do Antilíbano. Foi chamada de Heliópolis, "cidade do sol", pelos gregos e romanos.

Sua origem volta no tempo até perder-se nas lendas antigas de Baal, que era considerado " o controlador do destino humano". Durante os primeiros séculos da era cristã, Baalbak foi muito próspera e famosa. Seus edifícios, como os conhecemos agora, tiveram sua construção iniciada pelo imperador romano Antonino Pio (r. 138–161), e continuada por Septímio Severo e outros imperadores até Caracala (r. 211–217).

Os romanos construíram Baalbak para honrar Júpiter, Baal e Baco, e para impressionar as nações do Oriente com o poder e a grandeza de Roma. Na condição de centro de adoração do Sol, ela tornou-se conhecida como a morada de um oráculo. A cidade foi visitada pelos principais governantes da época e por pessoas importantes que vinham de todas as partes.


Gruta de Jeita | مغارة جعيتا

A Gruta de Jeita (em árabe: مغارة جعيتا‎) é um complexo de duas cavernas de pedra calcária cárstica, separadas mas interligadas, totalizando um comprimento de aproximadamente 9 km. As grutas ficam no vale de Nahr al-Kalb na localidade de Jeita, 18km ao norte da capital libanesa. Embora habitada na pré-história, a caverna inferior foi descoberta em 1836 pelo reverendo William Thomson e só pode ser visitada em pequenos barcos, pois está submersa pelos canais de um rio subterrâneo que fornece água potável a mais de um milhão de libaneses.

Em 1958, espeleólogos libaneses descobriram as galerias superiores de 60m por cima da caverna inferior. Estas foram conectadas através de um túnel de acesso e uma série de passagens para que os visitantes tenham acesso seguro, sem alterar a paisagem natural. Na parte alta desta caverna está uma das maiores estalactites do mundo, composta por uma série de divisões que têm picos de aproximadamente 120 metros de altura.

Além de ser um símbolo nacional do Líbano e um destino turístico por excelência, a Gruta de Jeita desempenha um papel social, econômico e cultural importante e foi finalista no concurso das 7 Novas Maravilhas da Natureza, em votação feita pela internet.


Beirute

A capital e maior cidade do Líbano possui uma rica história, desde os fenícios até os dias atuais, sendo um dos principais pontos turísticos do Líbano. Beirute mudou muito, recebendo novos investimentos. A moderna cidade também guarda belos resquícios do passado, como as casas de banho romanas. A Universidade Americana de Beirute é outra marca do passado, afinal, faz mais de 150 anos desde sua fundação, mas ela estende sua influência até hoje. A beleza do campus e os museus pedem uma visita. O museu mais imperdível do Líbano é o Museu Nacional de Beirute, com preciosidades inigualáveis da Antiguidade. Estando em Beirute, vale visitar algumas mesquitas, como a exuberante Mohammad Al-Amin e a histórica Grand Omari, sendo que esta última tem nas suas fundações ruínas romanas, posteriormente convertidas em igreja.


Tyre | صور

Tyre era uma das mais importantes cidades fenícias da Antiguidade. Acredita-se que tenha sido a primeira metrópole na história da humanidade. As ruínas romanas são predominantes em Tyre, como resquícios da necrópole e das casas de banho. Atualmente, Tyre pertence à cidade de Sour, na costa sul do Líbano, a aproximadamente 80 quilômetros de Beirute. Vale destacar que as Ruínas de Tyre são Patrimônios da Humanidade pela UNESCO.



Byblos | جبيل

Ao norte de Beirute está uma das cidades mais antigas do mundo, povoada continuamente há pelo menos 8 mil anos. Byblos guarda na sua cidade intramuros heranças dos tempos medievais, possui templos da Era do Bronze, fortificações persas e construções romanas, bizantinas, da época das Cruzadas e muito mais. Uma das construções mais conhecidas de Byblos é o Castelo das Cruzadas. Além da parte histórica imperdível, o souk (mercado) de Byblos vale muito a visita, assim como outros mercados de várias cidades do Líbano.

Beit Ed-dine | بيت الدين


Beit ed-Dine e Deir el-Qamar são duas vilas da região de Chouf, conhecida por ser predominantemente uma região de cristãos maronitas. Deir el-Qamar é uma vila belíssima, cheia de igrejas e construções interessantes. Mas é em Beit ed-Dine que fica uma jóia da arquitetura do Líbano: o Palácio de Beiteddine. Construído no século XIX, o Palácio de Beiteddine possui linda decoração, jardins e muita história, sendo ideal conhecê-lo com um guia.


Comida tradicional


A culinária libanesa é uma das mais famosas e populares em todo o mundo e isso se deve à história cultural do Oriente Médio entre os séculos XVI e XX e à influência que os povos mediterrâneos e europeus exerceram na antiga Fenícia.

Tabule


Tabule é uma salada vegetariana levantina feita principalmente de salsa picada, tomate, hortelã, cebola, trigo e temperada com azeite, suco de limão e sal. Algumas variações adicionam alface. O tabule é tradicionalmente servido como parte de um mezze no mundo árabe.

Kibe cru

Kibe cru uma receita das receitas mais gostosas do Líbano. Importante dizer que para servir o quibe cru temos que tomar um cuidado redobrado. A carne deve ser super fresca e de procedência confiável. O tempo de manipulação e permanência fora da geladeira deve ser mínimo e ele tem que ser servido e consumido no mesmo dia. Tudo para evitar contaminações alimentares.

Sobrou kibe cru? Simples, é só assar ou fritar no dia seguinte. Para assar é bem simples: basta colocar em uma assadeira untada com azeite, colocar o kibe, regar com um pouquinho mais de azeite e colocar para assar, e se quiser rechear fica igualmente delicioso.


Você pode servir o quibe como prato principal, acompanhado de uma salada, legumes grelhados ou até mesmo como aperitivo, juntamente com pão sírio e outras pastinhas, como coalhada seca, homus (pasta de grão de bico) e babaganoush (pasta de berinjela).

Sayadieh


Sayadieh é um prato temperado de peixe e arroz da culinária libanesa, feito com cominho e outras especiarias. A mistura de especiarias é chamada baharat em árabe e sua preparação varia de cozimento para cozimento, mas pode incluir cominho, canela e coentro. Historicamente era uma refeição de pescadores, encontrada ao longo da costa libanesa, mas hoje o prato pode ser encontrado em todo o Oriente Médio, onde é preparado em casa para ocasiões especiais e refeições com convidados, e também servido em restaurantes. Pode ser feito com uma variedade de peixes, geralmente firmes e brancos. O peixe inteiro é usado para que a cabeça e os ossos do peixe possam ser usados para dar sabor ao caldo. O prato é guarnecido com amêndoas laminadas e pinoles torrados.

Namura


Doce feito à base de semolina, muito bem acompanhada por um sorvete. Para quem não é muito fã da massa folhada, típica de doces árabes, esta é uma deliciosa escolha.

Maamoul


Maamoul é um doce típico do Oriente Médio, geralmente recheado com tâmaras, mas que também pode ser recheado com pistache, amêndoas ou nozes. Esta pequena massa que derrete na boca é muito apreciada no Oriente Médio. É frequentemente preparado nos feriados, incluindo o Eid al-Fitr.


Tradições libanesas


Dabke

Tem como significado “bater o pé/pisada”. É um estilo de dança potente, com saltos, gritos e batidas fortes com os pés no chão. A dança faz parte do folclore dos países da região do Levante: Líbano, Síria, Palestina, Jordânia e em partes do Iraque e Arábia Saudita, além de algumas tribos de Beduínos que viveram perto do Líbano e áreas vizinhas. Cada país tem seu estilo próprio e também um estilo em comum.


Baalbak, no Líbano, é tida como a terra do Dabke. No Brasil é o estilo libanês que predomina devido a grande imigração ocorrida entre os séculos XIX e XX. O Brasil também é o país com maior concentração de libaneses e descendentes fora do Líbano.


O Dabke tem origem masculina, mas hoje mulheres também dançam. O Dabke é dançado em roda, uma dança que representa a união, ganhou as praças das aldeias e a partir da década de 60 passou a se popularizar nos palcos através de grandes espetáculos e festivais. Ele acabou se transformando em um ritual dançado por todas as famílias nas celebrações em festas de casamento, aniversários e outras festividades.


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